quinta-feira, novembro 03, 2005

As árvores também tombam



Não são só os políticos que tombam em Tomar (lembremo-nos da estrondosa queda de 20% da votação de António Paiva nas últimas autárquicas), afinal em Tomar também as árvores caem por mais seguras que se pense estarem. Desta foi a vez de uma árvore na Ângela Tamagnini, junto ao Totta, que caíu sobre uma viatura que circulava naquela via. Também um dos monumentais eucaliptos, do largo do mercado tombou para o rio. ''Quedas que as chuvadas tecem ...''.
Fotos de Manuel Subtil - rádio Cidade de Tomar

Tomar sem cinema ?

A Medeia Filmes, que explorava o cine-templários, cessa o contrato no final do mês de Novembro e pelos vistos não o vai renovar. Perante esta situação, o Cine Teatro Paraíso poderá voltar a ser espaço de projecção de cinema, da responsabilidade da Câmara Municipal.

Pombos fora da Praça da República ''ordena'' a veterinária municipal

A veterinária municipal notificou a Câmara Municipal para recolher todos os pombos da Praça da República, devido à problemática da gripe das aves. Segundo aquela técnica os pombos devem ser levados para um local fechado. O presidente do executivo disse à rádio hertz que os pombos não lhe pertencem, que não foi a Câmara Municipal que os mandou lá colocar. Os serviços jurídicos vão estudar a situação.

Solidariedade ... é preciso!

Ajudem a salvar o Rogério!!
Rogério habita, há muitos anos, numa “casa” em pleno Centro Histórico da Cidade de Tomar. Na velhinha rua da Judiaria.O interior desta “casa”, de dois andares, ruiu quase por completo.O “telhado” são plásticos. O “chão” umas réstias de madeira. Não tem luz nem casa de banho. Mas tem água, muita água… da chuva.O Rogério, naqueles dois metros de altura, magro, e de enormes barbas, tem um defeito… é pobre. Muito pobre.E porque é pobre, não tem para onde ir. Vai engraxando umas botas, pescando, para comer, umas enguias no Nabão.Há muitos que os vizinhos do Rogério têm vindo a chamar a atenção dos poderes autárquicos para toda esta situação. É a vida do Rogério que está em risco. Bolas..!!Mas nada tem sido feito.Ontem, 1 de Novembro, mais uma derrocada no interior daquela “casa”.Os vizinhos chamaram a protecção civil. Vieram os Bombeiros, a Polícia, e até uma vereadora da Câmara.Conclusão. O Rogério não podia, viver, dormir naquela “casa”.E assim, naquela noite do Dia de Todos os Santos, o Rogério foi alojado numa pensão, ….e dormiu como um Santo entre lençóis e cobertores.Mas hoje, dia 2 de Novembro, porque, ao que se diz, só havia dinheiro para pagar um dia de alojamento, lá volta o Rogério a ter como tecto os plásticos e como chão o que resta da madeira podre.Mais hora menos hora o resto da casa vem abaixo.Acreditem, e ajudem, por favor, antes que seja tarde de mais, a denunciar esta situação, pois as nossas vozes, roucas de tantos alertas, têm sido impotentes para salvar uma vida.
Ajudem a salvar o Rogério..!!
A.Graça
Francisco Marques

Graça e Francisco,
podem contar connosco!
Organizem um grupo de apoio!
Mãos à obra!
Utilizem este espaço para o efeito!
A. Godinho

quarta-feira, novembro 02, 2005

Voleibol em Tomar

Pela primeira vez uma equipa tomarense, a Casa do Benfica de Tomar, vai participar numa competição federada. Nesta fase zonal da 3ª Divisão, a iniciar-se no sábado, 5 de Novembro, organizada pela Associação de Voleibol de Leiria, a equipa tomarense irá a Abrantes, defrontar uma equipa local. No mesmo dia em Cernache de Bonjardim o CAIC receberá a equipa B da A. A. Coimbra. Desta zona faz ainda parte, para além das equipas já referidas, a A. S. A. Leiria, que descansará na 1ª jornada.

25%

Na primeira reunião do executivo camarário de Tomar, foram indicados como integrantes do Conselho de Administração dos Serviços Municipais de Águas e Saneamento (SMAS), o presidente da Câmara António Paiva, Luís Vicente e Júlio Figueiredo. Nada de novo, pois no fundo é a continuidade do mandato anterior. Novidade ... novidade ... é o facto de a remuneração dos administradores ter subido de 600 euros para 750 euros. Sabemos que não é muito para quem recebe, sabemos é que o aumento foi de 25%. Sabemos é que os funcionários dos SMAS serão aumentados talvez 2% ou pouco mais. Sabemos é que esta remuneração para uma actividade a tempo parcial, pois os administradores têm a sua actividade principal noutras empresas, é superior à da imensa maioria dos funcionários que ali estão em exclusividade. Sabemos que 750 euros não é muito para quem recebe, sabemos é que todos os funcionários dos SMAS que não recebem sequer esse valor estão a receber muito pouco. Também sabemos qualificar atitudes de discriminação tão positiva no que respeita às subvenções de adiministradores. Por muito que custe a alguns, sabemos avaliar ... por muito que custe a poucos (os mesmos de sempre), manifestamos a nossa ''indignação''.

terça-feira, novembro 01, 2005

Terramoto de Lisboa foi há 250 anos


Um dia de escuridão e horror

O Terramoto de 1755 faz exactamente 250 anos a 1 de Novembro. A origem da catástrofe continua a ser um enigma para os cientistas e, por enquanto, só existe algum consenso quanto à localização da principal rotura que a provocou: a Falha Marquês de Pombal. Foi na manhã de um Outono sereno e temperado que tudo aconteceu. Em breve passou a ser um dia de escuridão e horror, com o céu coberto pelo fumo dos incêndios e pelo pó dos edifícios derrubados. Como se os abalos telúricos, as fendas abertas no solo e as chamas não bastassem para provocar a ruína da cidade, o Tejo avançou em ondas de destruição, arrastando à sua passagem pessoas, ruínas, mastros, embarcações inteiras. Lisboa foi a grande vítima do desastre, embora o centro e o sul de Portugal tivessem sofrido grandes perdas humanas e materiais. A antiga cidade medieval, quinhentista, filipina, joanina, foi destruída pela acção combinada dos elementos em fúria a 1 de Novembro e posteriormente arrasada de vez pelos homens de Pombal, que a reconstruíram no seu lugar antigo. Perderam-se dezenas de igrejas, conventos e palácios. Alguns desapareceram para sempre, como o Palácio Real, a Alfândega das Sete Casas, a Patriarcal, a Ópera do Tejo, o Palácio dos Corte-Reais, o Hospital Real de Todos-os-Santos e o (tristemente célebre) Paço dos Estaus, sede da Inquisição de Lisboa, no Rossio. Desse património arquitectónico restam-nos apenas gravuras e imagens retiradas de painéis de azulejo, que aqui reproduzimos a partir da planta da Lisboa anterior a 1755. Apresentamos igualmente uma imagem da famosa maqueta da metrópole pré-Terramoto existente no Museu da Cidade, com os principais edifícios identificados.
Nair Alexandra 12:10 31 Outubro 2005

Um país ameaçado

Depois do desastre de 1 de Novembro de 1755, Lisboa renasceu na construção anti-sísmica. Esta construção, surgida inicialmente na Baixa, é um património que hoje volta a ser ameaçado pelas alterações feitas às estruturas dos edifícios, as chamadas «gaiolas» pombalinas. E pelas fragilidades dos novos tipos de edifícios que se foram sucedendo no tempo, onde as regras anti-sísmicas se começaram a adulterar. De tal maneira que muitos especialistas consideram não estarem nem Lisboa nem outras regiões do país, como o Algarve, preparadas para um grande terramoto. A nossa legislação é das mais avançadas da Europa, mas à sua aplicação depara-se um problema: a falta de fiscalização. E nas obras de reabilitação há um vazio legal, o que permite tudo, desde o uso de materiais inadequados à supressão de paredes e pilares, ou ao corte das barras de madeira dos edifícios «gaioleiros». Por isso, numa simulação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) feita para o EXPRESSO de um sismo como o de 1755, isto é, com uma magnitude de 8,7 a 9 graus na Escala de Richter, os resultados foram catastróficos, tanto nos danos humanos como nos materiais. Nas regiões de risco mais elevado no continente - a Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve - registar-se-iam mais de 25 mil mortos e o colapso de 25 mil edifícios. O Algarve é a região mais vulnerável do país, em particular na época de Verão, onde os cerca de 600 mil turistas se juntam aos 400 mil habitantes da população residente. Como 60 por cento das habitações estão concentradas numa faixa de 2 quilómetros de largura ao longo da costa, um tsunami como o de 1755 poderia pôr em risco 200 mil pessoas e bens equivalentes a metade do PIB da região. Apresentamos aqui uma simulação animada desse tsunami feita pela primeira vez pelo Centro de Geofísica da Faculdade de Ciências de Lisboa.


Não é possível evitar um grande sismo ou um tsunami, mas há medidas de prevenção que estão ao alcance de todos, de modo que cada um saiba o que fazer antes, durante e depois do desastre, como explicamos no guia aqui apresentado, e que o leitor pode imprimir e guardar. Fique a saber também que obras pode desde já realizar na sua casa ou no prédio onde vive para minimizar os danos materiais e humanos.
Virgílio Azevedo 11:10 31 Outubro 2005

Guia para reduzir os efeitos de um sismo e de um tsunami

(segundo o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil)

ANTES

· Informe-se sobre as causas e os efeitos possíveis de um sismo na sua zona. Fale sobre o assunto de forma tranquila e serena com os seus familiares e amigos.

· Informe-se se a sua residência e o seu local de trabalho se encontram em zonas sísmicas de risco. Se viver junto ao litoral informe-se sobre a que altitude se situa relativamente ao nível do mar, porque pode ser importante em caso de ocorrência de tsunami.

· Elabore um plano de emergência para a sua família. Certifique-se de que todos os seus familiares sabem o que fazer no caso de ocorrer um sismo. Combine previamente um local de reunião para a eventualidade de os membros da família se separarem durante o sismo.

· Prepare a sua casa por forma a facilitar os movimentos em caso se sismo, libertando os corredores e passagens, arrumando móveis e brinquedos, etc...

· Tenha à mão uma lanterna eléctrica, um rádio portátil e pilhas de reserva para ambos, bem como um extintor (verifique o prazo de validade) e um estojo de primeiros socorros.

· Identifique os locais mais seguros distribuindo os seus familiares por eles. Identifique os locais mais perigosos.

· Fixe as estantes, as botijas de gás, os vasos e as floreiras às paredes.

· Coloque os objectos pesados ou de grande volume no chão ou nas estantes mais baixas.

· Ensine a todos os familiares como desligar a electricidade e cortar a água e o gás.

· Armazene água em recipientes de plástico fechados e alimentos enlatados para 2 ou 3 dias. Renove-os de tempos a tempos.

· Tenha à mão medicamentos correntes mais necessários.

· Mantenha a sua vacinação e a de toda a família em dia, nomeadamente contra o tétano. Consulte o seu centro de saúde para obter mais informações.

· Tenha à mão em local acessível números de telefone de serviços de emergência.

· Tenha à mão agasalhos e sapatos resistentes.

Locais mais seguros

· Vãos de portas interiores, de preferência em paredes mestras.

· Cantos das salas.

· De baixo de mesas, de camas e de outras superfícies estáveis.

· Longe das janelas, dos espelhos e das chaminés.

· Fora do alcance de objectos, de candeeiros e de móveis que possam cair.

Locais mais perigosos

· Saídas.

· Junto a janelas, a espelhos e a chaminés.

· Junto a objectos, a candeeiros e a móveis que possam cair.

· No meio das salas.

· Elevadores.


DURANTE

EVITE O PÂNICO. MANTENHA A SERENIDADE E ACALME AS OUTRAS PESSOAS

Se estiver dentro de casa ou dentro de um edifício:

· Se estiver num dos andares superiores de um edifício não se precipite para as escadas. Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou de uma cama. Nunca utilize elevadores.

· Mantenha-se afastado de janelas, espelhos e chaminés.

· Tenha cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objectos.

· Se estiver no rés-do-chão de um edifício e a sua rua for suficientemente larga (por exemplo, mais larga que a altura dos edifícios), saia de casa calmamente e caminhe para um local aberto, sempre pelo meio da rua.

· Vá contando alto e devagar até 50.

Se estiver na rua:

· Dirija-se para um local aberto, com calma e serenidade. Não corra nem ande a vaguear pelas ruas.

· Enquanto durar o sismo não vá para casa.

· Mantenha-se afastado dos edifícios, sobretudo dos velhos, altos ou isolados, dos postes de electricidade e de outros objectos que lhe possam cair em cima.

· Afaste-se de taludes e de muros que possam desabar.

· Vá contando alto e devagar até 50.

Se estiver num local com grande concentração de pessoas (ecola, sala de espectáculos, edifício de escritórios, fábrica, loja, estação ferroviária, etc.):

· Não se precipite para as saídas. As escadas e as portas são pontos que facilmente se enchem de escombros e podem ficar obstruídas por pessoas tentando deixar o edifício.

· Nas fábricas mantenha-se afastado das máquinas, que podem tombar ou deslizar.

· Fique dentro do edifício até o sismo cessar. Saia depois com calma tendo em atenção paredes, chaminés, fios eléctricos, candeeiros e outros objectos que possam cair.

Se estiver a conduzir:

· Pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e permaneça dentro dela.


DEPOIS

Após os primeiros minutos:

· Mantenha a calma e conte com a ocorrência de possíveis réplicas.

· Não se precipite para escadas ou saídas. Nunca utilize elevadores.

· Não fume nem acenda fósforos ou isqueiros. Pode haver fugas de gás ou curto-circuitos. Utilize lanternas a pilhas.

· Corte a água e o gás e desligue a electricidade.

· Calce sapatos e proteja a cabeça e a cara com um casaco, uma manta, um capacete ou um objecto resistente e prepare agasalhos se o tempo o aconselhar.

· Verifique se há feridos e preste os primeiros socorros se souber. Se houver feridos graves não os remova, a menos que corram perigo.

· Verifique se há incêndios. Tente apagá-los. Se não conseguir alerte os bombeiros.

· Ligue o rádio e cumpra as recomendações que forem difundidas.

· Limpe urgentemente os produtos inflamáveis que tenham sido derramados (álcool, tintas, etc.).

· Se puder, solte os animais domésticos. Eles tratarão de si próprios.

Se estiver junto ao litoral:

· Se viver junto ao litoral e sentir um grande sismo, é possível que nos 20 a 30 minutos seguintes ocorra um tsunami.

· Em caso de suspeita ou de aviso de tsunami desloque-se de imediato para uma zona alta, pelo menos 30 metros acima do nível do mar, e afastada da costa.

· Afaste-se das praias e das margens dos rios. Nunca vá para praias observar um tsunami a aproximar-se. Se conseguir ver a onda significa que está demasiado perto para poder escapar.

· Se estiver numa embarcação dirija-se para alto mar. Um tsunami só é destrutivo junto à costa onde a profundidade das águas é pequena. Uma zona onde a profundidade do mar seja superior a 150 metros pode considerar-se segura.

· À primeira onda podem suceder-se outras igualmente destrutivas. Mantenha-se num local seguro até que as autoridades indiquem que já não existe perigo.

· Regresse a casa só quando as autoridades não o desaconselharem.

Nas horas seguintes:

· Mantenha a calma e cumpra as instruções que a rádio difundir. Esteja preparado para outros abalos (réplicas) que costumam suceder-se ao sismo principal.

· Se encontrar feridos graves, chame as equipas de socorro para promover a sua evacuação.

· Se houver pessoas soterradas, informe as equipas de salvamento. Entretanto, se sem perigo, for capaz de as começar a libertar, tente fazê-lo retirando os escombros um a um. Não se precipite, não agrave a situação dos feridos ou a sua própria.

· Evite passar por onde haja fios eléctricos soltos e tocar em objectos metálicos em contacto com eles.

· Não beba água de recipientes abertos sem antes a ter examinado e filtrado por coador, filtro ou simples pano lavado.

· Coma alguma coisa. Sentir-se-á melhor e mais capaz de ajudar os outros.

· Acalme as crianças e os idosos. São os que mais sofrem com o medo.

· Não utilize o telefone excepto em caso de extrema urgência (feridos graves, fugas de gás, incêndios, etc.).

· Não propague boatos ou notícias não confirmadas.

· Se a sua casa se encontrar muito danificada terá de abandoná-la. Reúna os recipientes com água, alimentos e medicamentos vulgares e especiais (cardíacos, diabéticos, etc.).

· Não reocupe edifícios com grandes estragos, nem se aproxime de estruturas danificadas.

· Corresponda aos apelos que forem divulgados e, se possível, colabore com as equipas de socorro.

· Não circule pelas ruas para observar o que aconteceu. Liberte-as para as viaturas de socorro.
12:00 31 Outubro 2005

quarta-feira, outubro 26, 2005

Esfinges

Finalmente, desfez-se o tabu de uma candidatura anunciada: numa cuidadosa encenação mediática, o Centro Cultural de Belém foi o palco escolhido. A cerimónia mais parecia um acto de posse, senão mesmo de beatificação – ficou a dúvida se tratava de uma “subida aos céus” ou da “descida à Terra” de um arcanjo que, nos últimos dez anos, esteve refugiado nalgum paraíso… E que disse Cavaco Silva? Tudo e nada. Aliás, nada do que possa ter dito é verdadeiramente importante pois, como se sabe, os arcanjos não falam… inspiram as almas dos crentes, já agora com a “mãozinha” tecnológica dos media – afinal estamos na sociedade da informação, em pleno século XXI.
Mais do que as palavras, ficou a mensagem subliminar deste one man show, segundo a expressão autorizada de Maria Cavaco Silva: “A Pátria precisa de mim, como posso recusar-me?” E como poderias tu, Aníbal, dar uma nega à Pátria? As réplicas deste discurso de Estado (ou de estadão) não se fizeram esperar. Quem melhor poderia fazer de porta-voz de Aníbal do que outra figura esfíngica que tem habitado o Sete-estrelo: António Ramalho Eanes, antigo general “cara-de-pau”, antes de comprar óculos de lentes claras. E disse: "Cavaco Silva é a personalidade que melhores requisitos reúne para reconduzir o país à esperança, à mobilização." Quem somos nós para o negar?
É assim, com gente séria e impoluta, que a Pátria será reconduzida a novas epopeias, a novas gestas de 500 que a Providência nos destine. Aliás, com Durão à proa, em Bruxelas, ninguém nos segura, com a devida vénia a G. W. Bush & Condoleeza Rice… Regressando a este rectângulo à beira-mar plantado, depois da coroação em Belém quase se poderia dispensar o ritual das eleições, poupando milhões em tempo de crise e evitando sobressaltos desagradáveis. A democracia é muito bonita, mas talvez “demasiado imprevisível” e nem sempre coincidente com os supremos valores da Pátria. E sabe-se lá o que poderá acontecer até Janeiro, fruto de manobras subversivas dessas esquerdas ímpias e desrespeitadoras de Deus, da Pátria e da Autoridade?
Pois, a conversa ia de vento em popa… mas é hora de descer á terra, caro ouvinte. Sabia que nem sempre as figuras esfíngicas, de que tenho vindo a falar, estão assim desprendidas das realidades e dos valores materiais? Então aqui vão alguns factos que, para si, talvez sejam novidade. Sabia, por exemplo, que até 1997 o general Ramalho Eanes apoiou publicamente as candidaturas da CDU para a Câmara de Grândola – um general patriótico metido com “os vermelhos”? E que, em 2001, Eanes ficou neutro, “em cima do muro”? Só depois da vitória do seu amigo Carlos Beato, ex-secretário-geral do PRD, é que Eanes mudou de cavalo, em 2005 … Sabia ainda que o mesmo Carlos Beato, que acaba se ser reeleito presidente da Câmara de Grândola pelo PS, é o mandatário distrital de Setúbal da candidatura de Cavaco Silva?
Assim se fecha um curioso triângulo de interesses que tem o vértice fixo em Cavaco e, mais uma vez, usou o PS como barriga de aluguer… Mas, afinal, não será esta geometria variável de Eanes e Beato uma prova de independência e isenção do general e do seu ajudante de campo? Infelizmente, caro ouvinte, as razões do posicionamento de Ramalho Eanes em relação à Câmara de Grândola – primeiro CDU, depois neutro, mais tarde PS – são bem mais prosaicas e prendem-se com um empreendimento chamado Soltróia que tem capitais árabes por trás. Uma operação imobiliária pioneira que, após a entrada em força da Sonae em Tróia, ameaça reduzir toda a península e boa parte do litoral alentejano a condomínios privados.
De resto, é conhecido o papel que o PRD desempenhou em 1987, ao oferecer a primeira maioria absoluta a Cavaco Silva. E o apoio de Eanes à candidatura presidencial de Cavaco nem sequer é virgem, pois já se tinha manifestado, sem êxito aliás, em 1996. O importante é que a pré-campanha já iniciada continue a descer à terra, despindo Cavaco da roupagem etérea com que se apresentou no CCB – um exemplo de rigor cavaquista, uma obra orçamentada em 6 milhões e que acabou nos 40 milhões de contos; hoje diríamos 200 milhões de euros, coisa pouca … Do passado ficaram-me imagens como as cargas policiais na Marinha Grande ou na Ponte 25 de Abril, com o meu amigo Luís Manuel Figueiredo atirado para uma cadeira de rodas. Mas o que mais recuso é a imagem de um homem, traçada por ele próprio: “Nunca me engano e raramente tenho dúvidas…”.
Definitivamente, democracia não rima com esfinges… mesmo quando finges, Aníbal!

Alberto Matos – Crónica semanal na Rádio Pax – 25/10/2005

Reunião do Executivo Municipal de Tomar - a 1ª é já sexta-feira




Terá já lugar na sexta-feira, 28 de Outubro, a partir das 9h 30m, a primeira reunião do executivo camarário de Tomar, liderada por António Paiva.
A Ordem de Trabalhos proposta para esta reunião é a seguinte:
1. NOMEAÇÃO DE SECRETÁRIO PARA AS REUNIÕES DO EXECUTIVO MUNICIPAL.
2. PROPOSTA DE REGIMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE TOMAR.
3. DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NO PRESIDENTE DA CÂMARA.
4. VEREADORES EM REGIME DE TEMPO INTEIRO.
5. NOMEAÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE TOMAR.
6. DETERMINAÇÃO DA REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇAO DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE TOMAR.
7. ACTOS, DECISÕES OU AUTORIZAÇÕES PROFERIDAS NO PERÍODO DE GESTÃO, NOS TERMOS DA lEI N.º 47/2005, DE 29 DE AGOSTO – RATIFICAÇÃO.

terça-feira, outubro 25, 2005

Notícias do PS - a mudança na continuidade

Do PS recebemos a seguinte informação:
COMISSÃO POLÍTICA AVALIOU RESULTADOS ELEITORAIS - A Comissão Política do PS, reunida no Domingo dia 23 de Outubro, decidiu alterar o Secretariado da Concelhia, que fica agora constituído por:Luis Ferreira - Presidente, António Oliveira, Fátima Duarte, Virgílio Saraiva, Hugo Cristóvão, Jorge Franco, José Pereira, Anabela Freitas, Leonel Graça, Hugo Costa - Coordenador JS .
Analisados os resultados eleitorais obtidos pelo PS, decidiu a Comissão Política criar um CONSELHO CONSULTIVO PERMANENTE DE AUTARCAS, composto por pelo menos um elemento de cada uma das Listas candidatas às 16 Freguesias do Concelho, no sentido de dar continuidade ao trabalho encetado nestas eleições em prol do desenvolvimento e resolução dos problemas de cada uma das Freguesias.Decidiu ainda a Comissão Política mandatar o Secretariado para preparar o ENCONTRO ANUAL DOS AUTARCAS SOCIALISTAS, de forma a garantir que o empenhamento de todos os independentes que fizeram parte das Listas do PS, tenha continuidade na afirmação da alternativa Socialista para o Concelho de Tomar. Decidiu ainda a Comissão Política, por proposta do Presidente Luis Ferreira, concluir pela alteração da atitude observada ao longo dos últimos 10 anos, necessária ao cumprimento do objectivo da unidade do PS, de forma a que haja uma cada vez maior convergência de todos os dirigentes, autarcas, militantes e simpatizantes do PS, no sentido de que todos possam defender quer os pressupostos da AGENDA PARA O DESENVOLVIMENTO, quer o PROGRAMA ELEITORAL apresentado pelo PS à Câmara Municipal, independentemente das Direcções que em cada momento estão à frente dos destinos do mesmo.Nesse sentido, o PS assume a continuidade do trabalho, no compromisso de que todos os seus eleitos - na Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, defenderão em primeiro plano os interesses das populações, disponibilizando-se para apoiar e desenvolver todas as Propostas que visem, no quadro dos Programas próprios do PS, a resolução efectiva de cada um dos problemas, centrando a sua actuação em Propostas concretas e alternativas aquelas que têm sido levadas a cabo pela maioria PSD.Propõe ainda a Comissão Política que no respeito pelo calendário nacional do PS, que impõe Março como data para as Eleições das Concelhias, sejam dados passos pelo Secretariado junto da Federação, no sentido de tentar abreviar o prazo das mesmas, de forma a que se possa constituir o mais rapidamente possível uma nova estrutura dirigente no PS de Tomar, que durante os próximos dois anos garanta a necessária estabilidade, obviamente necessária à afirmação do PS no espaço do Concelho de Tomar.