sexta-feira, janeiro 04, 2019

Comunicado divulgação do concurso de fotografia sobre Alterações Climáticas "Phenomena"

O programa ecoVerney da Escola de Ciência e Tecnologia da Universidade de Évora em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), com o apoio do Instituto Português de Fotografia promove o concurso de fotografia “Phenomena... sobre alterações climáticas”. O concurso é também apoiado pelas organizações locais e regionais como a Câmara Municipal de Évora, a GESAMB, a Comissão de Coordenação da Região Alentejo (CCDRA) e Grupo Nabeiro. 
Os objectivos do concurso visam sensibilizar os cidadãos em geral e os amantes de fotografia para os fenómenos das alterações climáticas e ameaças socio-ambientais associadas; promover uma observação atenta do meio que nos rodeia; promover a fotografia como um instrumento universal de sensibilização ambiental.
O primeiro prémio tem um valor de 2000€ para a melhor fotografia e o segundo lugar recebe 1000€. As candidaturas e submissões de trabalhos estão abertas de 1 de Dezembro 2018 a 31 de Janeiro de 2019 (https://uevora.pt ou https://www.facebook.com/EcoVerney-1115408985231956/) e os pedidos de informação, regulamento e submissões são feitos para o email: climfoto@uevora.pt
O concurso Phenomena homenageia o Professor João Corte-Real da Universidade de Évora, primeiro climatólogo português e investigador de grande relevância nacional e internacional dando o seu nome ao primeiro prémio. O júri é composto por sete personalidades da área da fotografia e da ciência: Miguel B. Araújo Investigador-Coordenador no âmbito das Alterações Climáticas com Prémio Pessoa 2018, Maria do Mar Rêgo, artista fotógrafa, Luís Aniceto, fotógrafo (IPF), Vítor Cid, fotógrafo (IPF), Maria Teresa Batista, Investigadora em Ambiente e Desenvolvimento (CIMAC e Universidade de Évora), Jorge Pulido Valente, Coordenador do Fórum para as Alterações Climáticas no Alentejo (CCDRA) e Maria Ilhéu, Professora-Investigadora em Ecologia e coordenadora do ecoVerney (Universidade de Évora). 

Estudo recente, demonstra que quase 50% dos colapsos ambientais se inter-relacionam

Antonio Costa Dias Figueiredo

Mudanças Climáticas. Estudo recente, citado pelo Guardian, demonstra que quase 50% dos colapsos ambientais se inter-relacionam, podendo ampliar-se mutuamente, em efeito dominó. O efeito dominó, ou “efeito de avalanche” (por também estar na base da formação de grandes avalanches a partir de perturbações ínfimas), é típico nos sistemas adaptativos complexos, mas é mal compreendido pelos cientistas da linearidade e do determinismo — a maioria dos cientistas actuais! Significa isto que podemos estar muito próximos do ponto em que já não vamos a tempo de salvar o planeta de uma catástrofe climática global irreversível #climatechange

Ano Novo com animadoras descobertas

                                                             mundoanimalevidaselvagem.blogspot.com

O Ano 2O19 alvoreceu por cá assinalado de descobertas. Segundo o “Tomar na rede”, foi descoberto um “Pato-mandarim e é a mais recente atracção do rio Nabão, junto à ponte velha e ao açude dos frades. Pela beleza exótica do seu colorido, o pato facilmente desperta a atenção sendo alvo das objectivas dos fotógrafos e dos olhares dos passantes. O pato mandarim é a mais recente espécie do rio, que se junta aos corvos marinhos e às lontras como os mais novos habitantes da zona ribeirinha de Tomar”.
            Não fosse a piada ser de mau gosto e diríamos que alguns, os mais perversos, imaginam dali um bom arroz de pato chinês, por causa do mandarim. Entretanto, o “Tomar na rede” lançou uma proposta no sentido de se escolher o nome para o pato, quiçá para ser baptizado. Os leitores desse muito visionado blogue já adiantaram nomes como Martim, Joaquim, Valentim, Psicopato, Infante D. Henrique.
            Pela nossa parte, não pretendemos interferir em tão transcendente problema recorrendo ao que é tradicional - os pais que escolham o nome do filho, o patinho.
            De qualquer forma, justifica-se um referendo.
            Já o reconhecido jornalista António Freitas escreveu nos jornais locais que, finalmente, descobriu as ameias do Castelo de Ceras. Refere a sua satisfação porque este fim-de-semana, em Alviobeira, na igreja onde foi baptizado, verificou que foram colocadas réplicas do castelo no alto do muro da igreja.
            Não fosse um lugar-comum e diríamos que, com este começo, 2019 será o ano em que vai ser descoberto petróleo no concelho ou o tesouro dos Templários. Em nossa opinião, já não será mau que não se perca nada. Em especial não se perca o novo pato-mandarim.

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Somos os maiores


Respigando a comunicação
           
            Diz a Rádio Hertz que “O concelho foi o mais frio de Portugal nas últimas horas (esta quinta-feira) ao baixar aos três graus negativos às oito da manhã”. Será caso para dizermos que até no frio somos os melhores, queremos ser sempre os melhores em tudo, nomeadamente no mais alto custo de vida. Não queremos ser um concelho em saldo.
            Fomos os primeiros a nascer neste ano de 2019, assim referiu a comunicação social “Primeiro bebé do Médio Tejo em 2019 é tomarense”. A nascer no ano também ninguém nos passou a perna ou coisa assim, conforme o que saiu primeiro.   
            Segundo “O Templário”, “O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) efectuou no passado mês de Dezembro o pagamento a fornecedores no montante de 8,5 milhões de euros”. Interrogamo-nos onde estará a razão da notícia, certamente divulgada pelo CHMT? Pagar dívidas a fornecedores não devia ser um procedimento normal?
            Devia … devia.
            Segundo o “Tomar na Rede” “Não pára de subir o número de ninhos de vespas asiáticas identificados no concelho de Tomar. Pelo que apurámos estão cerca de 30 localizados”. Na nossa ingénua causticidade, perguntamos nós se não será possível afixar cartazes onde se leia “Proibida a entrada a vespas asiáticas!”?
            Ainda da mesma fonte lê-se “SMAS divulgam entidades que praticam preços mais altos do que os seus”. 
            Dantes dizia-se que “são mesmo uns queixinhas …”.

Tacho, penico e coroa, disse ele


mimocook.com; magazineluiza.com.br
Por causa de 2018, entrevista a um tomarense “desencantado”
             Tomar Online (TO) - Qual o balanço que faz do executivo municipal em 2018?
            Tomarense Desencantado (TD) - Querem todos é tacho.
            TO - Que pensa do mercado municipal?
            TD - Mas o mercado municipal ainda está aberto?
            TO - Costuma fazer compras no pequeno comércio?
            TO - Para pequeno basta o meu ordenado. Numa tempestade vale mais um barco grande que um pequeno.
            TO- Se fosse eleito, que faria para melhorar o concelho?
            TD - Integrava-o no concelho de Ourém, como uma delegação do turismo religioso de Fátima.  
            TO - O que pensa que a autarquia devia fazer para melhorar a imagem da cidade?
            TD- Devia oferecer a cada visitante um Kit sanitário, vulgo penico descartável.  
            TO - O que mais gosta na cidade?
            TD - Quando visito as cidades limítrofes chego sempre à conclusão que a nossa ainda é a melhor.
            TO - Qual foi o momento histórico mais significativo na cidade?
            TD - A coroação do rei de Espanha, se tivéssemos continuado a ser governados pelos espanhóis pelo menos agora tínhamos a gasolina e a electricidade mais em conta.
            TO- Nas próximas eleições em quem vai votar?
            TD- Próximas eleições? Da-se …

Em 2018, Tomar trepou no sector do turismo

pt.depositphotos.com
    Em termos de balanço da nossa economia em 2018, dizem os estudos que o turismo cresceu, cresceu tanto que deve estar a chegar ao céu (deixem passar a metáfora que também tem direito a passear). Viram-se carradas de grupos de visitantes, guias de bandeira sinalizadora ao alto não fosse perder-se algum visitante extasiado com as nossas belezas naturais. Se não fossem as belezas naturais, certamente não existiam outras. Em termos de eleições autárquicas, quem devia vencer era sempre a natureza (a Ana Teresa).            
   Temos o privilégio de poder usufruir de uma cidade bonita e, dizemos nós, o mérito de captação de visitantes por parte do poder autárquico já não será mau se os deixar entrar sem chatear muito. Se não os receber bem, ao menos não os obrigue a descalçar os sapatos quando entram, como fazem alguns casais quando recebem convidados.
            Notou-se que cresceu o turismo de habitação local, decerto com captação de clientes via Internet, a maioria dos restaurantes da zona histórica encheu-se de clientes e as ruas pulularam de passeantes. A Praça da República compôs-se de esplanadas e, prontes, diz o pessoal, alguma coisa mexeu. Alguns empresários decidiram investir. Fizeram bem. A cidade agradece, o turismo lá foi trepando, a caminho do céu, se não tropeçar pelo caminho.    

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Balanço de 2018 ao Mouchão

                                                                               radiohertz.pt

Já que estamos em maré de balanços, seja-me permitido que puxe a brasa ao meu carapau, isto porque 2019 vai ser o ano do carapau. Já era tempo de ser o ano do barbo, isto porque andam ali os peixes à volta do Mouchão e ninguém lhes dá valor … nem ao Mouchão. Vou então puxar a brasa ao nosso recanto.  
      Moro na cidade e há anos que passeio pelo jardim onde agora, em especial logo pela manhã, o dito verdejante é mais usufruído pelos cãezinhos que pelos munícipes. Ou seja, 2018 confirmou a moda de cada vez mais os cidadãos, alguns bastantes jovens, gostarem de passear os caninos pelas trelas. Anterior executivo deu uma boa ajuda na obra de beneficiação da zona quando extinguiu o parque de merendas e colocou aquelas lombas de relva a convidarem a uso como WC dos cãezinhos. Bem melhor que o WC dos cidadãos.
      O Mouchão manteve em 2018 o mistério daquele quiosque que nunca foi utilizado. Penso que estamos em condições de revelar para que serve o quiosque - isso mesmo, não serve para nada.
      O Mouchão manteve em 2018 os aspersores desalinhados exímios em regarem os bancos e os espaços de circulação pedonal em vez de regarem a relva. Até dá ideia que o objectivo é mesmo afastar os cidadãos, privilegiando os caninos.
      Se o cão é ainda o grande amigo do homem, o Mouchão é que já não é tão seu amigo.  

2018 e as obras de trazer por casa


mediotejo.net
Em termos de balanço de projectos, como partilhador deste blogue, já em tempos publiquei, noutra endereço, que, por cá, em tempos recentes, os projectos se anunciavam com pompa e circunstância, cada um mais megalómano que o anterior. Os milhões como que jorravam dos escancarados cofres da EU, sendo divulgados trompetas do progresso à farta. Agora, voam mais baixinho, género orçamento participativo, a ciclovia Prado-Arrascada, a reabilitação da EB1 da Póvoa, as obras de reabilitação da Várzea Grande.
            Já faz tempo, os grandes projectos anunciados e nunca concretizados soavam nem fanfarra. Recordamos alguns que a memória consente:      
            - Forum e centro comercial para o edifício do mercado municipal.
            - Docas junto ao rio
            - Parques de campismo da Machuca e Açude de Pedra
            - Pousada no Convento de Santa Iria
            - Hotel para a Quinta de Granja
            - Hotel junto da ponte do Flecheiro
            - Hotel no Pelourinho
            - Residencial na Corredoura (antigas instalações do Centro de Emprego)
            - Campo de Golfe nos Pegões.          
            - Funicular para o convento de Cristo
            - Museu do brinquedo
             - Parque temático com o tema “Os Templários”. 
            - Nova estação ferroviária

terça-feira, janeiro 01, 2019

Balanço do ano 2018 - desafio aos leitores

O desafio (ver post anterior do dia 29 do finito mês de dezembro) lançado com o mesmo título do presente, continua ativo até ao final da presente semana. Agradecemos os balanços já enviados. Podem portanto continuar a ''abalançar-se'' à publicação e ao petisco/convívio com os brilhantes/iluminados responsáveis do ''órgão''.

Coito e reforço do nível de cobertura em Tomar - palavras da Presidente da Câmara na Assembleia Municipal de Tomar

As ''coisas'' nunca devem ser retiradas do contexto para que não haja interpretações que levem a erro ou equívoco da mensagem proferida, por isso sugerimos que seja ouvida a gravação das palavras proferidas pela Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, na última reunião da Assembleia Municipal, disponibilizadas pela Rádio Hertz.
Destacamos as seguintes ideias:
1. ''... fechar tudo o que falta na zona do Coito'' (os senhores presidentes de Junta já sabem)
2. ''... somos dos municípios com maior capacidade de fazer obra''
3. ''... condições de ligação à Alta e tratamento pela Alta''
4. ''... é entrar tudo ... e a seguir se conseguirmos meter mais alguma meteremos''.
O assunto em discussão referia-se como já se percebeu ao saneamento básico e água.