quarta-feira, novembro 29, 2006

As árvores também se abatem


Ceras - Foi abatido a árvore de maior porte da região

O centenário eucalipto de Ceras, a árvore de maior porte desta espécie que se conhece na região e de que tanto se escreveu, o qual foi motivo das mais variadas reclamações junto das instâncias oficiais, por falta de limpeza e da queda permanente de ramos secos ou que rachavam pelo peso, depois de uma limpeza efectuada e sem que ninguém previsse ou o Instituto de Estradas de Portugal informasse foi “selvaticamente” abatido, ou seja cortado pelo pé, quando a limpeza feita seria suficiente para manter a árvore em pé e em segurança. Esta árvore tinha um diâmetro de mais de 3 metros.
Sem avisar a Junta de Freguesia, passou-se do 8 para o oitenta, ou seja primeiro deixa-se a árvores sem manutenção ou limpeza e depois aplica-se medidas radicais, sem darem as devidas justificações se a mesma estava doente, podre ou a ameaçar queda. Ainda há dias a Quercus me alertava que a poda dos plátanos tinha sido exagerada e feita por gente sem qualificações técnicas e que caso a Estradas de Portugal tivesse igual procedimento com o eucalipto deveria autarquia alertar e a população opor-se mas, infelizmente cortar uma árvore é rápido e depois da casa roubada trancas à porta.
Uma coisa é limpeza das árvores outra é abatê-las, sem motivo aparente, o que se pode traduzir em crime ambiental. Em conversa há dias com a empresa de Rio Maior encarregada da limpeza diziam-me que esperavam por uma grua de maior porte para limpar mais alguns ramos do eucalipto, e que quanto aos plátanos para todos os anos se fazer limpezas de ramos, ou seja podas, para nunca mais atingirem o porte que atingiram mas agora cortou-se o “mal” pela raiz e assim esta árvore já não vai dar dor de cabeça a este organismo público, mas faz falta e era um ex-libris do nosso lugar, só nos restando, recordá-lo em fotografias. Que malvadez e que falta de sentido de preservar bens públicos que já eram património. Vai ser feita a devida reclamação para o Ministério do Ambiente para ver que tomou esta decisão e baseada em que estudos de técnicos florestais, e que provas existem que a árvore ameaçava queda, quando o que caiam eram os grossos ramos que não há memória em mais de 50 anos de alguma vez terem sido limpos.
Já agora espera-se que o velho choupo no cruzamento da Rua do Castelo dos Templários, esse sim por estar velho e podre seja cortado e os plátanos que tiveram a limpeza poda devida que não vão pelo mesmo caminho que o velho Eucalipto da Ponte de Ceras; pois bem basta os fogos florestais que reduzem as nossas espécies florestais que virem ainda estes pseudo-técnicos florestais armados de moto-serras a fazer cortes radicais nas árvores que bordejam as nossas estradas, quando se pede para as mesmas é limpeza e manutenção
António Freitas
Presidente Assembleia de Freguesia

6 Comments:

Blogger ykom said...

É a chamada cultura do betão e do alcatrão. A modernidade em acção. Depois não querem que digam que somos um país de mentalidade periférica, que não haja cheias e deslizamento de terras e aumento da poluição atmosférica...Um sinal dos tempos que também ataca Tomar...substituem-se árvores por arbustos e outros pindericos, só nos ficam mesmo a faltar as palmeiras. Deixa-se morrer sem apelo nem agravo a Mata Nacional dos Sete Montes que se encontra num estado confrangedor...quem lá brincou na infância, já não a reconhece. Sinais de grande estupidez acumulada por neurónio quadrado.

29 novembro, 2006 22:58  
Blogger oCUCOmALUCO said...

É a política do bota abaixo de tudo o que é verde. Esta câmara, ou melhor, o seu presidente devem ter algum trauma relativamente ao coberto vegetal da nossa região, e sobretudo, da nossa cidade.

O Senhor da Trofa mandou abater os plátanos centenários da rua da Fábrica para arranjar meia dúzia de lugares de estacionamento, certamente para beneficiar o empreendimento imobiliário ali anexo. Mais recentemente, e a propósito das eternizadas obras em frente aos CTT mandou arrancar tudo o que era árvore em toda a extensão da obra.
Não tenho qualquer dúvida que irá substituí-las por calçada amorfa.

A zona envolvente do estádio foi completamente desprovida do arvoredo que a caracterizava desde à décadas com a excepção do topo sul onde sobreviveram algumas tímidas árvores.

Poderei com toda a legitimidade pensar que as próximas vítimas serão as frondosas árvores do extinto parque de campismo, cujo terreno, devido à sua localização, é demasiado valioso para ser habitado por árvores, quando pode muito bem render muito mais com umas casitas...adiante!

Estou de acordo com o que disse YKOM no que se refere à Mata (já não Nacional) dos Sete Montes. Aquilo é abandono puro e simples a que a autarquia diz nada. Está a cargo tanto quanto julgo saber dos responsáveis do Paul do Boquilobo, sim, aqueles de quem já se disse uma vez que faziam patuscadas de vez em quando com umas "avezitas" lá da casa...adiante! No entanto, nada me garante que o futuro daquele espaço será melhor no dia em que a Câmara de Tomar tomar posse daquele que é o ex-libris da cidade templária. Em tempos não muito recuados era na Mata que o partido que na altura dominava a cena política tomarense organizava as suas patuscadas tribais. Os assadores por ali ficaram meses a fio "engalanando" o ambiente.

O Mouchão vai, segundo sei, ser calcetado ao bom estilo do Senhor da Trofa, renegando assim a tradição dos jardins portugueses dse terra batida ou em saibro vermelho que na minha opinião resultaria melhor por contraste com o verde da relva e o colorido das flores. O Mouchão já foi assim quando Tomar era uma cidade-jardim.

Parabéns ao Senhor da Trofa por transformar uma belíssima zona verde de lazer puro que eram o conjunto de áreas do jardim da Várzea Pequena, Mouchão e Zona Desportiva num verdadeiro Tarrafal inqualificável, tal o calor que no Verão é irradiado pelo novel estádio plastificado e pela excessiva área de pedra de calçada aplicada. Numa época em que as temperaturas tendem a aumentar progressivamente condenando-nos ao suplício do calor estival cada vez mais prolongado, ao mesmo tempo que aumenta a percentagem de população envelhecida, o aumento de áreas de frescura oferecida pela sombras de árvores seria uma medida do mais elementar bom senso.
Neste caso Tomar é uma terra privilegiada por possuir um rio de caudal inesgotável patrocinador das condições ideais para o efeito...é só aproveitar o que a Natureza nos deu! Mas para isso é preciso saber!!!

30 novembro, 2006 09:46  
Blogger Virgilo said...

...ter sensibilidade e humildade democrática,para ouvir os outros...
Veja-se o mini-inquérito, hoje publicado pelo "Cidade de Tomar",em relação à propalada ponte do Flecheiro...
Aparece um "sim" engasgado do servil presidente da JF de Santa Maria...
Aparecem três "nins" de destacadas figuras locais que,nas entrelinhas,e arredados receios de represálias do senhor da Trofa,seriam NÃO...
Qualquer cidadão com "dois dedos de testa" vê que a intenção de construi a nova ponte no Flecheiro é um puro acto de OBSTINAÇÃO do senhor da Trofa,cujo resultado seria o desperdício de mais de 500.000 € (é só mais uma fonte cibernética)e o desembocar de mais uma "carrada" de trânsito na rotunda dos bombeiros,o desmoronar (por intensa vibração) da igreja de Santa Maria),o entupimento das ruas envolventes à Jácome Ratton e ao antigo Liceu,finalizando com a descarga de tráfego na rotunda do Restauração...
O problema da mobilidade em Tomar e a imperiosa necessidade de novas travessias do Nabão,devem resolver-se com a construção de duas novas pontes,sóbrias e sem luxos,uma na continuidade da rotunda junto à GNR em direcção à via de cintura que vem do Politécnico,e outra(não menos importante)ligando a estrada do Prado à zona da Ponte da Vala/Bacêlos/Choromela,com enlace na via de cintura na zona do quartel/hospital...
E,complementar indispensável das duas pontes,é construção da variante Zona Industrial-IC3/Venda da Gaita-Carregueiros-IC9...
Então Tomar terá,sem estragar dinheiro,com prioridades racionais,uma rede de acessibilidades e uma mobilidade muito boas...
A construção futura de mais pontes será sempre de grande utilidade,como acontece em qualquer cidade atravessada por um rio...
Mas antes disso há muita coisa prioritária a fazer,sobretudo visando a melhoria das comodidades e qualidade de vida a que as populações das freguesias não urbanas têem direito...
Dizer NÃO à ponte no Flecheiro é um direito de cidadania,é o direito de dizer não ao esbanjamento de dinheiro em obras que,actualmente, não são prioritárias,porque não resolvem problemas de fundo...
Um concelho não pode,não deve ser governado,ao sabor da TEIMOSIA e OBSTINAÇÃO de um Presidente de Câmara,seja ele quem for,o senhor da Trofa ou outro...
O dinheiro de todos nós tem de ser gasto segundo critérios de racionalidade que visem,APENAS e SÓ,a real resolução dos nossos problemas PRIORITÁRIOS...

30 novembro, 2006 12:40  
Blogger rei lear said...

A P O I A D O !
Da Mata dos 7 Montes fica uma deliberação (de proposta apresentada pelos Independentes) tomada por unanimidade em reunião da Assembleia Municipal de 16 de Dezembro (há quase um ano), devidamente fundamentada e que indicava a forma de actuar em execução concertada Câmara/Poder Central e de repartir as responsabilidadesde gestão por Câmara e Poder Central.
A resposta da Câmara e do Poder Central tem sido um ruidosíssimo silêncio.
Pensam eles: agora no Inverno é capaz de não arder, logo não há que ter preocupações.
Ponte do Flecheiro - obstinada iniciativa do Presidente da Câmara.
Mas também muito interesseira - para servir o futuro Fórum (no Mercado Municipal).
Património e Ambiente - a actuação da Câmara é exemplar (Convento de Santa Iria, edíficio onde funcionou o Colégio Feminino, ambos sua propriedade; edifício onde funcionou a Messe na Várzea Grande, desventrado no consulado Portas; Rio Nabão no troço da cidade, responsabilidade da Câmara; cercanias do Convento de Cristo Património Mundial; cercanias dos Correios/Mouchão; limpeza pública; instalações sanitárias; etc. etc. etc.)
Ultimamente A. Paiva deu em escrever artigos de opinião de fino recorte e continua a assobiar, exibindo a sua superior capacidade de gestão do exterior.
Enfim ...
É a vida! (fugitivo Guterrez)
Habituem-se! (mini Vitorino)
GAITA PARA ISTO! BASTA! (Tomarense consciente).

30 novembro, 2006 15:02  
Blogger oCUCOmALUCO said...

Para VIRGÍLIO:

Concordo plenamente com a sua exposição. Nada mais prejudicial para o quotidiano de todos nós que as (in)decisões de gente sem coluna vertebral que não tem a coragem de pensar pela sua própria cabeça, e se remetem ao conforto da disciplina partidária (neste caso da oligarquia instalada nos Paços do Concelho), sacudindo do seu capote eventuais responsabilidades na má gestão das oportunidades e dos dinheiros públicos.
Paiva dixit...faça-se!!

05 dezembro, 2006 12:22  
Blogger oCUCOmALUCO said...

Como é possível que uma obra tão simples como o novo acesso a partir do parque de Santa Ira para o lado da Ponte Nova demore o tempo que está a demorar?
Ninguém se apercebe dos transtornos que causa pela diminuição de lugaresde estacionamento disponíveis de momento?
Então aquilo não éra obra para ser feita em 2 semanas?
Isto é um exemplo da eficácia da administração Paiva!
Ah, estava a esquecer-me dum pormenor: o atraso deve-se à falta de verbas!!
Olha, olha, um passarinho que ía a passar disse-me que o dinheiro gasto com um tal telemóvel dum tal ex-vereador, quando esse tal ex-vereador já se encontrava na situação de ex-vereador (uffff...) daria muito jeitinho para a malfadada obra.
Oh sr. Paiva, não corte só nas árvores! Corte também na incompetência, veja-se ao espelho...e comece por si!!

E o sr. António, digníssimo Presidente de Junta de Santa Maria, qual fidelíssimo cachorrinho, a tudo isto diz nada! Quer importa o conforto dos moradores da zona e utentes do parque? Importa é estar de bem com o Senhor da Trofa, lamber a mãozinha que nos dá o "osso"!!!
E está Tomar entregue a estes burgessos!!!

05 dezembro, 2006 15:09  

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