Castelo Templário, 1 - Câmara de Tomar, 0

Propositadamente marcada para a tarde do dia 1 de Março (feriado municipal de Tomar), pelo simbolismo do dia, tinha lugar, cerca das 16 horas, um protocolo entre o IPPAR e a Associação Portuguesa dos Amigos do Castelo com o objectivo da busca de soluções para o financiamento de obras de restauro, consolidação e conservação do Castelo dos Templários, cujo início de construção teve lugar neste dia, nos idos de 1160.
Numa intervenção muito clara, Jorge Custódio, Director do Convento de Cristo, colocou o dedo nas várias feridas de que padece o Castelo, enquadrando-os nos conceitos internacionais que orientam as acções em torno deste tipo de monumentos, designadamente a diferença entre “resíduo” e “recurso” e os correspondentes graus de interesse. Por enquanto, e à luz das normas, o nosso castelo é mais resíduo que recurso potenciável, apesar de integrado num conjunto monumental classificado de Património Mundial.
Parece, pois, de todo o interesse tal protocolo. Assim o confirmaram o Director do Convento, o Vice-Presidente do IPPAR e o Presidente da Associação dos Amigos dos Castelos. A Câmara não se pronunciou... por não estar presente!O curioso é esta cerimónia fazer parte da Agenda Cultural da CMT, donde ser do seu pleno conhecimento. Afinal, a CMT anda ou não anda de costas voltadas com o Convento? Não há coordenação entre as instituições num dia como este?

3 Comments:
Lamente-se que não tivesse havida a sageza e o bom senso de compatibilizar dois acontecimentos de grande relevância.
Havia que optar e, de certo, alguns tiveram de ir aos Lagares d´El Rei para assistir à sessão solene evocativa de Fernando Lopes-Graça e, com pena, não puderam ir ao Castelo Templário.
Enfim ... não há fome que não dê em fartura !
Recorde-se apenas que a Assembleia Municipal de Tomar apoiou a conservação, recuperação e restauro do Convento de Cristo ao exigir ao Ministério da Cultura e Direcção do IPPAR que aplique aí as verbas que recebe dos "alugueres" desse Património Mundial da Humanidade.
Espera-se que o Governo não faça "orelhas moucas" à exigência da Assembleia Municipal e não faça suas as verbas que, por direito próprio, pertencem a quem as gera.
Só uma chamada de atenção....será que nem no dia da Cidade, é asteada a bandeira da cidade no Castelo, tal como foi feito em anos anteriores ? E a bandeira templária, que nem ao domingo é asteada, ao lado da portuguesa ? são pequenos grandes pormenores que faziam parte da vida tomarense...
Estamos perante um apátrida originário da TROFA,que caíu em TOMAR de páraquedas e que nunca conseguiu integrar-se no ESPIRITO TOMARENSE,nem nunca vai conseguir devido à sua chocante falta de cultura e à sua patológica OBSTINAÇÃO.
Para ele a escolaridade trouxe-lhe alguma instrução o que é muito diferente de CULTURA.
E,mesmo no que à instrução diz respeito,veja-se bem o grau de ignorância no que se refere ao escândalo do novo pavilhão flutuante e do parque-piscina que lhe está por baixo...
Será isto porventura compatível com um ENGENHEIRO ?
Ou será antes o resultado da obstinação de um incompetente "licenciado" em engenharia civil-que nunca exerceu- e que fez orelhas moucas a todos os alertas de ínumeros cidadãos e até...de um departamento especializado da Universidade de Coimbra ?
E,no final disto tudo,quem será responsabilizado civil e criminalmente pelos prejuízos causados ao munícipio e ao erário público ?
E o que é que isto tem a ver com os dois pertinentes comentários anteriores?
TUDO !......
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