Tão Poucochinho … Lopes Graça Merece Mais

Para sermos meigos diremos que foi muito poucochinho.
Sinceramente … Lopes Graça, um dos nomes maiores da música portuguesa do século XX, merecia muitíssimo mais.
Acreditamos que este, que foi o primeiro acto de um ano de comemorações a nível nacional, teve previamente um objectivo claro, o de começar em pequenino para que no futuro só possa vir em crescendo.
Se Lopes Graça merecia mais, também António Sousa, o maestro e investigador que mais tem direccionado o seu trabalho a estudar e divulgar, o Homem e a Obra, merecia também muito mais respeito pelos responsáveis organizadores, da apelidada, Sessão Solene de Evocação a Fernando Lopes Graça.
A sessão decorreu nos Lagares d’El Rei, espaço que reabriu agora, mas a pergunta fica, ‘’o que mudou’’ e que terá eventualmente sido motivo de encerramento temporário, se afinal tudo continua na mesma, tanto mais que até se manteve o esquecimento de aquecimento daquele espaço, o que proporcionou o incómodo dos músicos do Arsis Ensemble e o abreviar do concerto.
Convém lembrar que esta Sessão foi proposta pela Assembleia Municipal, daí talvez o pouco empenhamento, apesar da presença do Secretário de Estado da Cultura, que poderia ter mobilizado alguns órgãos de comunicação social nacional.
A imagem que o governante leva de Tomar, afinal é capaz de ser mesmo a exacta, no que à governação do burgo concerne, mas eu sou daqueles que Acredita que Uma Imensa Minoria de Tomarenses Merece Mais.
Não Será chegado o Tempo de Patear de Forma Cada Vez Mais Veemente os Incultos, Irresponsáveis …
Bora Lá Meus!

2 Comments:
É verdade.
Mas, o pouco que (de solene) houve foi decidido (por unanimidade) pela Assembleia Municipal e ainda fica a faltar a actuação do Coro da Academia dos Amadores de Música e da Canto Firme, que será lá para Agosto e fica também para regulamentar (e, sobretudo) arranjar apoios o Prémio Nacional de Música Fernando Lopes-Graça.
Apesar de tudo (principalmente a fraquíssima comparência dos autarcas, com destaque - negativo - para os deputados municipais, no fundo os que aprovaram a iniciativa) valeu a pena ouvir o Prof. Mário Vieira de Carvalho (convidado por ideia dos proponentes da decisão da Assembleia Municipal, é bom que se sublinhe) falar sobre obra e, principalmente a vida, do insigne Maestro Tomarense e a actuação escorreita do Trio Arsis Emsemble.
É costume dizer-se que ninguém é profeta na sua terra.
Fernando Lopes-Graça vai, aos poucos e poucos - com alguma resistência, mesmo passiva ! - quebrando o aforismo.
Até quando ?
Agora que o Maestro é figura destacadíssima da cultura portuguesa do passado século e é um orgulho para Tomar e para os Tomarenses, isso é incontornável, por mais voltas que dêm.
Que sejamos dignos desta (s) figura (s) e da riquíssima história de TOMAR.
Quem se tiver dado ao cuidado de ler a decisão da Assembleia Municipal (publicada neste bolgue) poderá verificar que a intenção era realizar-se uma sessão institucional (solene) da Assembleia Municipal - no salão nobre dos Paços do Concelho, ou eventualmente, no auditório da Biblioteca Municipal Dr. António Cartaxo da Fonseca - de evocação do Maestro, com intervenções dos grupos municipais aí representados e com uma intervenção do Prof. Mário Vieira de Carvalho (como profundo conhecedor da obra do Maestro e não como governante), a qual culminaria com a actuação dos dois Coros.
Afinal entenderam "enxertar" essa sessão nas comemorações "oficiais", em local pouco apropriado, sem a devida publicidade e ... deu no que deu.
Infelizmente vão menorizando o importantíssimo papel que a A.M. tem no Município, o que é pena.
Claro que Fernando Lopes-Graça merece mais, muitíssimo mais.
Mas ... longos dias tem cem anos.
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